Acreditando sempre que é possível viver em um mundo melhor!

Olhando sempre para frente, na certeza de contribuir para que erros do passado não se repitam!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

DEUS

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Ao Deus que tudo fez, a minha gratidão. Ao amor maior, benfeitor, apenas a honra e nada mais. A sua dignidade é tanta que transcende qualquer e todo entendimento. Nessa hora de fraqueza minha, quero exaltá-lo e bendizê-lo pois grandes coisas tem feito.
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O seu sol alcançar a todos e a sua justiça nos acompanha. A minha vergonha reconheço diante dos meus pecados, e a mim mesmo os imputo. O Senhor está em nós, o tempo todo, e ainda que alguém não consiga me lembrar de seus grandes feitos, eu os vejo como se estivessem aqui, todos em minha frente.
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Apenas a certeza de Seu amor me cerca. Os meus planos os reconheço como limitados. Deleitar-me-ei no Senhor e na minha aflição O exaltarei, porque nunca esteve longe de mim. A Ele escrevo estas linhas e registro a minha paz, sobrenatural.
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Angústias de cercam mas o Senhor me firma, sobremaneira serei contente, apesar dos dias não serem bons. Bom é crer no Senhor e na sua bondade. Bom é saber que o Senhor nos fala em todo o tempo, e nos abraça no abraço do irmão, da irmã, da mãe e da família. Os amigos revelam o Seu cuidado.
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Fortaleza minha é o Senhor. A quem eu temerei?
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O senhor cuida de nós todos.
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O Senhor cuida de meu pai.

PAI

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Dia triste, noite escura. Chuva fina e apreensão. A vida nos prega surpresas. O dia havia sido bom. Acordei como de costume para ir ao trabalho. Chovia.
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O almoço foi em casa. A paz presente, disfarçada. Engendro de incerteza. Dizem que dentro dela a um potencial transtorno. Desconfio. O compromisso me levou a uma aula especial. A perspectiva era grande. Não sabia como seria. Voltei em tempo de me preparar para o que era, estava escrito em meus cadernos: a última batalha daquele dia. O contrato me levava à escola noturna.
(...)
Quando em minha casa uma notícia me incomodou. Um telefone tocou e fui acionado para uma missão. A maior de todas até então. Minha irmã me chamando para que eu fosse em busca de meu pai. Não perdi tempo. Levantei-me e sai com minha, agora, companheira inseparável: Joanna.
(...)
Ao chegar naquele lugar de paz e tranqüilidade, encontrei meu pai, aflito por socorro, ainda que nenhuma palavra me dissesse aquilo. Apenas os seus olhos me falavam. Com o mesmo amor com que fui por ele criado, o ergui da cama na qual deitara e o chamei para vir comigo para casa. Ele aceitou com os olhos e nenhuma palavra saiu de sua boca. Apenas ‘sins’, positivamente. Ele disse sim sempre, naquela noite.
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Vestiu a minha camisa e entrou no carro. Eu estava em paz. Havia recebido aquela graça de estar ao seu lado, ali, ele quase só. Caminhamos para o carro e ele entrou. Joanna o recebeu como uma filha. O saudou e seguimos para uma difícil viagem: íamos encontrar as minhas irmãs, amadas, e a minha mãe, querida.
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A conversa dominou o ambiente do carro. O que tinha acontecido interessava por causa dos cuidados médicos. Interessava mais ainda o estar perto e o poder ajudar, compartilhar. O caminho demorou um tanto. Fomos recebidos por todas e, meus sobrinhos de prontidão, cuidaram de seu segundo pai como se fosse o primeiro. Chegou em casa e correu – como se ele pudesse correr! – para sua cama, seu leito noturnal, onde ele descansava sua fadiga todos os dias. Naquela noite, precisa descansar mais, bem mais. Um lençol sob a cabeça e uma conversa solta. Invisíveis questões.
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A noite durou o suficiente para acordarmos no outro dia, o dia de hoje – 5 de agosto – e nos unimos novamente. Os olhos lacrimosos eram evidências. Havia paz. Mãe, naquele dia, foi também mãe de meu pai. Cuidou dele como de um filho e o acompanhou para todo lugar. A chegada de meu irmão mais velho foi essencial. Assumiu os passos de meu pai e deu-lhe os primeiro afagos naquela manhã.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

SENTIMENTO

O sol e o céu ao longe
você bem perto
A vida longe de você
deserto
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O passo que passa
não volta
a vida anda
depressa
e nessa volta
me leva
e eu vou
bem perto
pra perto
de você
(to Joanna)

quarta-feira, 29 de julho de 2009

QUE COISA LINDA

A MINOR BIRD

I have wished a bird would fly away
And not sing by my house all day

Have clapped my hands at him from the door
When it seems I could bear no more

The fault must partly be in me
The bird was not to blame for his key

And of course there must be something wrong
In wanting to silence any song

(From Robert Frost's Poems - Anthology. 1971./ - saudade das aulas na UFRN em 2000)

SOBRE POETAS

'For poets the world is apprehended as language'.
(By Ann Lauterbach – critic)
É isso. Para os poetas o mundo é entendido como linguagem. É o seu meio. O poeta transforma tudo em linguagem. Para ele tudo está sendo dito - e ele decodifica - em palavras.

PENSE

Uma conversa
As palavras se calam
Um silêncio
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Muita coisa sendo dita
Simon Lesser (20th century writer)
'We read because we are beset by anxieties, guilt feeling and ungratified needs. The reading of fiction permits us in an indirect fashion to satisfy those needs, relieve our anxieties, and assuage our guilt.
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It transports us to a realm of more comprehensible and coherent, more passionate and more plastic, and at the same time more compatible with our ideals that the world of our daily routine, thus providing a kind of experience which is qualitatively superior to that which we ordinarily obtain from life.'
Fiction and Unconscious (1960)

Eis a razão da leitura. Alívio, compensaçao, 'desestress'. Triste de quem vive neste mundo, cheio de caminhos tortos e turbulentos e ainda não descobriu esse remédio.
Viva a leitura!

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